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Dakar 2018

As sete vantagens do Dakar decorrer na América do Sul

Créditos: Honda Racing Corporation

A primeira edição do famoso Rali Dakar decorreu no ano de 1979, mais concretamente a 26 de Dezembro de 1978. No ano anterior, Thierry Sabine perdeu-se de moto e acabou por criar uma competição onde era uma vitória chegar ao fim sem problemas. No início, a partida realizava-se em Paris e terminava nas praias da capital do Senegal, mas a partir de 2001 o local de partida passou a ser alterado a cada edição.

Contudo, e por razões de segurança, o Rali Dakar não se realizou em 2008 e desde então passou a decorrer na América do Sul. Para muitos, esta foi uma boa decisão uma vez que a dificuldade do evento manteve-se, com os envolvidos a usufruirem de melhores condições. No entanto, voltar às origens será sempre algo nostalgico.

Posto isto é hora de fazer uma pequena comparação entre o Dakar dos dois continente:

1. Infraestruturas/Serviços

Um bom Rali não se faz apenas da dificuldade do percurso e da quantidade (e qualidade) dos pilotos envolventes. Existe um outro lado que suporta e ajuda a realização de qualquer evento. A América do Sul é mais desenvolvida que o continente africano e isso trouxe muitos aspectos positivos para a competição. Tudo é mais facilitado, uma vez que as condições de transporte foram, também, melhoradas com esta mudança de localização.

Esta facilitação no transporte de material e afins de uma etapa para outra é um ponto bastante positivo. Torna tudo mais rápido e mais fácil de se fazer, o que acaba por reduzir nos custos da realização de uma prova singular.

2. Bem-Estar 

No continente africano, transportar material de uma etapa para outra só podia ser feita de uma forma: atravessando deserto. Na America do Sul essa dificuldade não se põe uma vez que a rede de estradas é desenvolvida, facilita e torna todo o processo de transporte muito mais rápido e cómodo. Em África, transportar material era muito mais exigente e obrigava os atletas dormir em tendas – talvez por isso, também, que pensar no Dakar enquanto corrida africana carrega tamanha nostalgia.

3. Gloria/Notoriedade

O crescimento dos números das audiências tornou o ‘Dakar sul-americano’ muito mais atractivo a todos, uma vez que o mercado que o suporta é muito mais forte. Nota-se um grande apoio dos locais aos pilotos, quando estes passam de cidade em cidade. Em África, essa admiração notava-se a olhos vistos, também, mas o ambiente, propriamente dito, é diferente nas duas regiões. Além disso, é preciso tomar atenção num aspecto: com a criação e a massificação das redes sociais, o Rali Dakar foi bastante beneficiado e a sua influência/transmissão ficou muito mais próxima dos adeptos. Isto fez com que a própria competição fosse vivida de uma forma mais intensa.

4. Aventura (pelo desconhecido)

O ‘Dakar africano’ é sinónimo de aventura. Era magnifico ver os pilotos a pilotarem no meio do deserto onde um simples erro os deixava em condições bastante complicadas de sobreviver. No entanto, a segurança nem sempre foi a melhor e esse é um aspecto primordial para uma prova de cariz mundial. A mudança do Rali Dakar para a América do Sul forneceu uma maior segurança a todos os envolvidos, mas a aventura, a ousadia de ir para o meio do deserto manteve-se. No entanto, coompetir no Deserto do Saara será sempre um desafio imponente.

5. Singularidade

O Rali Dakar, apesar da mudança de localização, mantém o seu ADN. Correr na America do Sul não veio mudar essa essencial; por outro lado veio dar uma outra face a uma competição única. No entanto, África terá sempre o carinho dos verdadeiros fãs da modalidade. Voltar a África nunca seria voltar completamente ao passado, já que isso iria acarretar uma série obrigatória de mudanças a fazer.

6. Rapidez vs navegação 

Quando o Rali Dakar passou para a América do Sul, ficou ao olhar de todos que as etapas especiais não exigiam tanto como nos anos em que se corria em África. No entanto, e com o decorrer do tempo, a organização tentou aproximar-se mais da ‘receita africana’ e aumentou a dificuldade das etapas. Se nessa altura a velocidade tinha uma maior importante, nos dias de hoje as qualidades de navegação têm um valor muito mais acrescido.

7. Um novo desafio: a altitude

Completar um Rali Dakar em África sempre foi um acto heróico. No entanto, com a mudança para o continente americano, os pilotos, as equipas, e mesmo a própria organização, viram-se defrontados com uma dificuldade que nunca apareceu no Deserto do Saara: a altitude. Quando maior a altitude a que uma prova decorre, menor é a quantidade de oxigénio disponível. Por essa mesma razão, a altitude passou a ser um ‘inimigo’ a ter em conta, quer para os pilotos, quer para as próprias máquinas, já que correr a 3000m requer uma preparação e um treino físico bastante diferentes.

Fonte: redbull.com

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