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Moto2

Crónica: As principais promessas do motociclismo mundial

Créditos: VR46 Riders Academy/Twitter

Qualquer piloto que seja capaz de chegar ao MotoGP teve que passar por uma série classes inferiores, cada uma com características especificas. Por terem feito esse caminho com sucesso (uns mais que outros), assim como pelo carisma e pela sua postura tanto dentro como fora das pistas, os homens que correm no pináculo do motociclismo acabam por ser ídolos de pilotos mais novos; de jovens que esperam chegar ao mesmo nível que os seus ídolos.

Assim como existem grandes estrelas do motociclismo mundial, existem, também, futuras promessas. Uns acabam por se tornar grandes pilotos e são reconhecidos pelo seu talento, por exemplo Marc Márquez, mas depois existe um outro conjunto de pilotos mais jovens que prometeram vencer, mas que nunca chegaram mais longe do que prometiam – temos o caso mais recente de Danny Kent.

Perante essa dualidade de atletas, é importante fazer uma breve análise sobre todos aqueles que correm nos campeonatos mais pequenos; campeonatos esse que são destinados a lançar jovens promessas.

De todos os jovens pilotos, Dennis Foggia é, provavelmente, aquele que mais promete na actualidade motociclística. O italiano tornou-se Campeão Júnior Mundial de Moto3, depois de ter dominado a concorrência. Foggia acumulou 221 pontos, enquanto que o segundo classificado – Jaume Masiá – terminou o ano com 142 pontos.

Créditos: Dennis Foggia/Twitter

Depois de tal domínio, era quase um crime não dar lugar ao italiano no Mundial de Moto3. Por isso mesmo, a Sky Racing VR46 terá em Foggia um possível campeão que poderá lutar pelo título na temporada de 2019.

Apesar de ter ficado a 79 pontos do piloto italiano, Jaume Masiá conseguiu um lugar na grelha, ao lado de pilotos como Aron Canet, Jorge Martin, etc. O espanhol vai competir através da Bester Capital Dubai (ex-Platinum Bay Real Estate), depois de ter impressionado no Mundial de Moto3, através de algumas corridas wildcard.

Alonso Lopez é outra potencial estrela a ascender ao Moto3, depois de ter surpreendido no FIM CEV Moto3. O piloto terminou o campeonato na terceira posição, apesar de não ter conseguido pontuar em todas as corridas. No entanto, foi capaz de conquistar três vitórias e dois segundos lugares, acabando por fechar o campeonato, a sete pontos de Masiá. Com este resultado, Lopez vai competir numa das melhores equipas do campeonato, ao ser colega de equipa de Aron Canet na Estrella Galicia.

O FIM CEV Moto2 também é uma das portas principais para a entrada no circulo mundial. O grande campeão deste ano foi Eric Granado e graças a esse feito o brasileiro irá representar a sua nação ao lado de bons nomes do motociclismo mundial. Este ano, Granado conquistou o campeonato com uma vantagem de 42 pontos para Ricky Cardús. Com isso, o brasileiro vai defender as cores da Forward Racing, ao mesmo tempo que procurará estabelecer um ritmo semelhante ao de Miguel Oliveira.

Créditos: FIM CEV Repsol/Twitter

Hector Garzó é um nome que não deverá ser esquecido. O piloto de 19 anos conseguiu terminar o calendário do FIM CEV Moto2 na quarta posição, apesar de não ter conquistado qualquer vitória. Além disso, Garzó foi o melhor piloto aos comandos de uma Tech3 e foi capaz de derrotar inúmeras Kalex. Por outro lado, o seu colega de equipa – Marc Luna – terminou o ano no 17.º lugar, o que dá maior destaque ao feito de Garzó. Infelizmente, o jovem não foi capaz de conseguir um lugar no circulo mundial, mas se em 2018 conseguir fazer melhor… provavelmente o sonho tornar-se-á realidade.

Além do FIM CEV, as equipas de Moto3 e Moto2 dão destaque a outras competições. A Red Bull MotoGP Rookies Cup é uma das portas principais para a entrada de pilotos no calendário mundial. Kazuki Masaki foi o grande campeão deste ano, depois de ter acumulado um total de 194 pontos ao longo de 13 corridas. No entanto, o campeão não conseguiu um lugar na grelha de Moto3, mas terá a oportunidade de voltar a apresentar razões na temporada que se segue.

Alex Viu poderá ser um nome a não esquecer no motociclismo espanhol. O jovem piloto foi segundo no Red Bull MotoGP Rookies Cup ao terminar o campeonato a 11 pontos de Masaki. Viu também correu no FIM CEV Moto3 mas fechou a temporada com um, 15.º lugar na geral. Apesar de ter sido competitivo numa das categorias, o espanhol não deve ser descartado, até porque correu na equipa que Alex Rins tem no FIM CEV.

Can e Deniz Öncü são dois pilotos que poderão ter um grande futuro pela frente. Neste ano, Can e Deniz foram terceiro e quarto na geral, respectivamente, e vão ser os pilotos da Red Bull KTM Ajo para 2018. No entanto, os dois jovens não vão para o circulo mundial, mas vão defender a estrutura de Aki Ajo no FIM CEV Moto3. Os resultados falaram por si e se tudo correr bem em 2018, dentro de um ano poderá haver novidades bem positivais para a dupla de pilotos…

Marc Garcia também foi um dos principais jovens que ganhou destaque ao longo de 2017. O campeão do WSSP300, conseguiu um lugar no FIM CEV Moto3 depois de ter assinado com a equipa de Max Biaggi. O espanhol venceu o campeonato pela diferença de um ponto para Alfonso Coppola, acabando por terminar a última corrida no quarto lugar. Com a conquista do campeonato, Garcia é o primeiro piloto a saltar do WSSP300 para o FIM CEV, logo no primeiro ano desta categoria de Supersport.

Créditos: Marc Garcia/Twitter

Haruki Noguchi é uma das principais apostas japonesas no motociclismo, através do Asian Talent Cup. O piloto terminou a respectiva competição no segundo lugar, a um ponto de Deniz Öncü, numa temporada em que o japonês chegou a liderar a tabela classificativa. Ryusei Yamanaka e Yuki Kunii também são nomes ao qual se deve tomar relativa atenção, até porque a dupla de pilotos conseguiu rivalizar com os irmãos Öncü. Além disso, Yamanaka e Kanuii terminaram o campeonato com uma diferença de 13/14 pontos do campeão.

No que toca a Portugal, não há muitos nomes no qual se pode falar a nível de possíveis futuras estrelas mundiais (à excepção de Miguel Oliveira que está noutro ‘escalão’). No entanto, é importante ressalvar a vontade de Patrick Costa e Tomás Alonso em quererem entrar para o Red Bull MotoGP Rookies Cup. No entanto, os dois pilotos não conseguiram fazer parte do grupo de jovens a entrar no famoso campeonato, mas a verdade é que o dia de ‘amanhã’ é sempre incerto…e outras oportunidades surgirão.

Todos os anos existem novos nomes e novas promessas. Por isso mesmo, os campeonatos mais ‘pequenos’ são constantemente alvo de atenções por parte de equipas e de fabricantes, com a finalidade de achar o seu ‘menino de ouro’ e de o tentar levar o mais longe possível. Perante os desempenhos deste ano, 2018 prevê-se uma temporada onde os mais novos vão querer marcar o seu lugar no paddock, ao mesmo tempo que outros pilotos desejam ascender às competições mundiais.

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