All for Joomla All for Webmasters
Moto2

Crónica: Brad Binder, atirado aos leões…e os leões que se cuidem

Créditos: Gold and Goose

Prever resultados na classe intermédia antes da temporada iniciar é um exercício que tem tanto de difícil como de fútil, com o ano de 2017 a surgir à cabeça como exemplo perfeito desta realidade… especialmente após a partida de Johann Zarco, que dominou a categoria durante dois anos antes de dar o salto para o MotoGP. E Brad Binder foi um dos rostos da surpresa.

Chegou, viu…lesionou-se. Brad Binder foi uma das surpresas esta temporada, mesmo chegando à Moto2 como campeão do mundo em 2016. O sul-africano venceu sete corridas em 2016 e foi com a Red Bull KTM que deu o salto de categoria. A surpresa vem na recuperação que registou nas últimas corridas da temporada, que começou com uma lesão.

Moto mais potente, mais pesada e uma classe extremamente competitiva. Takaaki Nakagami e Franco Morbidelli estavam entre os pilotos mais cotados no arranque da temporada, bem antes Miguel Oliveira surgir em cena…ou Mattia Pasini, por exemplo. Partiu o braço esquerdo em Novembro, num teste privado em Valência, e complicou-lhe a adaptação à nova realidade. O que lhe era útil era tempo em cima da moto para se ambientar ao peso, à posição de pilotagem…a tudo. E essa lesão tudo atrasou.

Créditos: Gold and Goose

O nono lugar na Argentina mostrava que o talento sul-africano tinha tudo para crescer, mas no final do GP o piloto revelou que a placa de titânio que lhe tinha sido aplicada para apressar a recuperação da fractura, tinha-se movido. O braço estava ainda partido e dessa vez seria mesmo obrigado a falhar alguns grandes prémios. Três ao todo, voltando em Mugello, logo com mais um top dez, o segundo nas três corridas em que participara na classe.

O tempo crucial que devia ter sido de aprendizagem foi parado…e o tempo competitivo em pista foi de crescimento. Foi verdadeiramente atirado aos leões e teve de aprender a dominar a KTM durante os GPs. Não obstante, apenas não pontuou em duas das 15 corridas em que participou.

Com sete top dez quando a caravana partia para a ronda asiática, incluindo dois top cinco, Binder mostrou em Phillip Island do que era feito, e só não venceu a corrida porque Miguel Oliveira esteve irrepreensível. O primeiro pódio de Binder após uma temporada de altos e baixos premiava o seu empenho, quando na corrida seguinte, na Malásia, repetiu o feito.

Na KTM os sorrisos de orelha a orelha, no ano de estreia e com as vitórias de Oliveira, aumentaram ainda mais quando na última corrida da temporada o luso logrou a terceira corrida seguida e Binder conseguiu o terceiro pódio consecutivo.

Surgiu tarde, mas disse ‘presente’ sempre que foi chamado à acção. Brad Binder tem tudo para em 2018 ser um dos grandes candidatos ao título. E a ter acesso aos dados de um colega como Miguel Oliveira…Binder tem espaço para crescer muito mais.

Crónica: Brad Binder, atirado aos leões…e os leões que se cuidem
1 Comment

1 Comment

  1. KAKASHI

    23 Dezembro, 2017 at 0:29

    Esta dupla OLIVEIRA/BINDER, vai dar que falar no próximo ano.
    Será a minha preferida por ser um Tuga e um Africano, alêm da Marc VDS, MARQUEZ/MIR.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top
Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com