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MotoGP

Crónica: O papel das equipas privadas no MotoGP

Imagem: Michelin

Em 2018, o MotoGP terá 12 equipas: metade são oficiais e a outra metade são satélites. Estas últimas, ao não estarem tão apetrechadas financeiramente como as formações de fábrica, poucas ou nenhumas esperanças têm de lutar pelos campeonatos. Portanto, qual é a sua verdadeira missão no campeonato?

Desde logo, uma coisa é certa: ninguém participa no MotoGP só por participar – sejam quais forem os objectivos, as equipas não podem (ou não devem…) dar prejuízo, mas sim lucro, uma vez que ao fim e ao cabo são empresas com postos de trabalho e funcionários a trabalharem para receber.

Se os títulos estão fora do alcance, então qual é o papel dos privados no MotoGP? Um dos grandes objectivos é, eventualmente, preparar os jovens pilotos para um dia ‘darem o salto’ para as equipas de fábrica. Em 2018, podem ser vistos como exemplo disso a Tech3, com Johann Zarco, ou a Marc VDS com o promissor Franco Morbidelli.

Nos últimos dias, Hervé Poncharal (Tech3) e Michael Bartholemy (Marc VDS) destacaram precisamente esse papel das suas estruturas, com o segundo destes a afirmar mesmo ao speedweek.com: ‘Se conseguires levar os teus pilotos a uma equipa de fábrica, então cumpriste o teu dever‘.

Por outro lado, os pilotos das equipas de fábrica podem também ter a missão de contribuir para o desenvolvimento das motos das formações de fábrica, sobretudo se tiverem as versões mais recentes das motos (como vão ser os casos de Danilo Petrucci na Pramac e de Cal Crutchlow na LCR Honda – ‘O Cal esteve sempre envolvido no trabalho de desenvolvimento que a Honda faz‘, disse há uns meses Lucio Cecchinello ao paddock-gp.com).

Menos claro é o real papel de estruturas como a Aspar ou a Avintia, que ao longo dos anos no campeonato raramente têm conseguido ter algum protagonismo, quer através de pilotos no seu line-up, quer através dos resultados conquistados. Optando frequentemente por pilotos apetrechados financeiramente, fica a parecer que o único propósito destas estruturas é conseguir sobreviver e competir na principal categoria-rainha.

Comum a todas as equipas privadas, independentemente dos meios, pilotos ou objectivos particulares das mesmas, é o papel de enriquecer as grelhas de partida. Sem estas formações, o MotoGP teria apenas seis conjuntos em 2018 (os de fábrica), o que se traduziria em 12 motos na grelha. Não queremos dizer que é um papel de ‘fazer número’, mas sim o de contribuir para haver luta a meio do pelotão e, por vezes, surpresas e protagonistas diferentes na luta pelos lugares dianteiros – como por exemplo aconteceu nos pódios de Cal Crutchlow, Danilo Petrucci ou Johann Zarco este ano.

Crónica: O papel das equipas privadas no MotoGP
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