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MotoGP

MotoGP: a categoria onde até a quantidade de combustível é pura matemática

Créditos: ©2016 Dorna Sports SL./motogp.com

As motos de MotoGP são todas completamente diferentes umas das outras, quer seja na tipologia do motor, quer seja no quadro, na aerodinâmica, etc. No entanto, a quantidade de combustível que uma máquina pode carregar está limitada aos 22 Litros e este limite é igual para todos.

Em circuitos com longas rectas e fortes acelerações, tal como Red Bull Ring, uma moto com 270cv consome bastante combustível para percorrer a totalidade da distância de um GP – algo que ultrapassa os 100 quilómetros. No traçado austríaco, com um comprimento de 4.3 quilómetros e uma distância de 28 voltas, os pilotos percorrem qualquer coisa como 120.9 quilómetros. Se o tanque for totalmente cheio, restam poucos litros para as últimas voltas já que o consumo médio é de 18.19 litros. Em Sachsenring, com uma distância de corrida a rondar os 110 quilómetros, o consumo médio é um pouco superior (19.98 litros).

Para evitar mudanças bruscas de peso, o tanque de combustível posiciona-se debaixo do assento do piloto, ao mesmo tempo que existe uma esponja para evitar derrames desagradáveis.

Além da quantidade limitada de combustível, outros aspectos são, também, bastante específicos e tidos em conta. Um dos exemplos é o facto da temperatura da gasolina apenas poder ter 15.ºC a menos da temperatura do ar, uma hora antes da corrida. Isto, porque as equipas querem colocar o combustível o mais frio possível, com razões a justificar tal ‘teoria’.

Por exemplo: num tanque de 22 litros, a temperatura da gasolina é de 15.ºC. O peso do combustível é de, então, 16.5 quilos. A 25.ºC, o peso de 22 litros permanece inalterado, mas o volume, de seguida, corresponde a 22.209 litros – quantidade essa que não cabe num tanque de 22 litros. Com uma temperatura de apenas 5.ºC, o volume seria igual a 21.791 litros, sendo possível encher o tanque com mais combustível. Para chegar a estes números, as equipas têm que realizar bastantes pesquisas nos dias de treino para ver quanto combustível eles precisam.

Por vezes, este calculo também fica aquém das expectativas e o caso mais recente é o de Johann Zarco, em Misano. Pouco antes da linha de chegada, a moto do francês ficou sem combustível e o bicampeão de Moto2 teve que cruzar a linha a linha a empurrar a sua moto.

Existe, então, uma grande diversidade de factores que influencía os consumos de combustível. A forma como o piloto acelera, como este escolhe o mapa do motor e toda a gestão electrónica alteram os consumos de uma máquina de 157kg. As ‘novas’ carenagens oferecem uma certa quantidade de Força Descendente, o que culmina numa melhor aerodinâmica e ajuda, pelo menos no papel, a reduzir os tempos por volta. No entanto, a aerodinâmica também possui um papel fundamental nos consumos, já que obriga a moto a consumir mais combustível para andar para a frente.

De qualquer das formas, existe um enorme leque de ajustes que permitem as motos manterem a velocidade, enquanto consomem a menor quantidade de combustível. No entanto, a decisão final fica ao encargo do próprio piloto já que é ele quem faz a gestão dos consumos em plena corrida.

Fonte: Speedweek

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