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Dakar 2018

Paulo Gonçalves falha um Dakar 12 anos depois

Como já lhe adiantámos, Paulo Gonçalves vai falhar o Dakar 2018 na sequência das lesões sofridas durante um treino há poucas semanas. Assim, pela primeira vez em 12 anos o piloto luso falha a mítica prova de todo-o-terreno, na qual alinhou pela primeira vez em 2006 para nunca mais parar até agora.

No seu primeiro ano, ‘Speedy’ foi o 25.º classificado aos comandos de uma Honda, regressando então no ano seguinte para ser 23.º novamente com a marca japonesa. Em 2008, o piloto estava na lista de inscritos da edição que nunca chegou a partir devido às ameaças terroristas.

Um ano mais tarde deu-se a mudança para a América do Sul e Gonçalves esteve presente para ser o décimo classificado naquele que era o seu melhor resultado final na altura – mais uma vez, com uma Honda, sendo o melhor privado e da classe super produção. O resto de 2009 foi complicado para Gonçalves, que ficou sem a possibilidade de continuar com a moto nipónica, pelo que alinhou em 2010 aos comandos de uma BMW. Abandonou ao cabo de seis etapas.

Em 2011, Gonçalves voltou a alinhar aos comandos de uma BMW e alcançou a sua primeira vitória em etapa. Bateu Francisco López Contardo por 2m18s na quinta etapa, acabando por se retirar três etapas depois. No Dakar 2012, nova troca de moto para o luso, que comandou uma Husqvarna. Na oitava etapa protagonizou um momento de ajuda a Cyril Desprès, que tal como ele havia ficado preso na lama, sem que o gesto fosse retribuído. Dias depois foi penalizado em seis horas, acabando em 26.º lugar.

Seguiu-se a edição de 2013, na qual Gonçalves esteve mais uma vez com uma Husqvarna e conquistou vários top três em etapas. O resultado final foi um décimo lugar, que igualou a sua melhor classificação de sempre. Volvido um ano, ‘Speedy’ ingressou na equipa oficial Honda onde ainda se mantém. Tinha tudo para lutar pelo seu melhor resultado de sempre, mas na quinta etapa a sua moto incendiou, o que o forçou a abandonar de forma inglória.

Permanecendo na Honda, Gonçalves teve nova hipótese de lutar pelos primeiros lugares em 2015 e conseguiu. Ganhou a segunda etapa na sua carreira e chegou ao vice-título, ficando a 16m53s de Marc Coma (KTM), naquele que foi o último Dakar do espanhol. Em 2016, o luso voltou a ganhar uma etapa mas não evitou o abandono na sequência de um aparatoso acidente na décima etapa quando lutava pelo top três final.

Por fim, em 2017, Paulo Gonçalves entrou mais uma vez na luta pelas primeiras posições, mas uma forte penalização numa tirada em que venceu acabou por condicionar o seu resultado final: um sexto lugar que, na altura, o português admitiu que foi pouco para as suas ambições.

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