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MotoGP

Quem poderá suceder Jonas Folger na Tech3?

Créditos: Michelin

Jonas Folger anunciou ontem o fim da sua parceria com a Tech3, já com efeito imediato. Para justificar tal decisão, o piloto afirmou que não se sente preparado para enfrentar uma temporada inteira de MotoGP. Perante esta situação, Hervé Poncharal já declarou que vai ter um segundo piloto, apenas não se sabendo quem .

Com toda esta situação, permanece uma questão no ar: quem irá para o lugar de Jonas Folger?

  • Kohta Nozane

Um dos primeiros e principais nomes da lista consiste no japonês que fez o lugar de Folger, mesmo no GP do Japão. Por isso mesmo, o piloto de testes da Yamaha será a escolha mais lógica e a mais conveniente para a própria fabricante, mas nem tudo na vida é assim tão linear.

Nozane já está contratado pela Yamaha e fez uma boa impressão quando foi chamado para correr em Motegi. Contudo, aos 22 anos de idade, com a falta de experiência que tem – apesar dos nove dias de testes que já acumulou no lugar de Folger – Nozane poderá não estar tão à frente da restante concorrência. Se a escolha se debruçar sobre Kohta, Zarco acaba por não ter um rival dentro da própria equipa, o que pode ser um ponto positivo ou negativo para o próprio francês.

  • Katsuyuki Nakasuga

Mais um piloto de testes da Yamaha, mais uma escolha para Poncharal. Na verdade, Nakasuga poderá efetivamente criar um maior impacto do que o nome mencionado anteriormente. No entanto, poderá ser improvável que piloto queira embarcar numa temporada inteira, ao mesmo tempo que desiste da sua vontade de lutar por um oitavo título no All-Japan Superbike.

  • Stefan Bradl

O alemão poderá ser um dos nomes que qualquer fã de motociclismo não se lembraria logo à partida. A verdade é que o piloto não tem qualquer relação com a Yamaha mas possui dois pontos muito fortes a seu favor.

Primeiro que tudo, Bradl é alemão (assim como Folger) e haver um piloto de nacionalidade germânica é bom para a equipa, uma vez que as parcerias ficam mais facilitadas. Além disso, o piloto possui bastante experiência e é ex-campeão de Moto2, pelo que teria poucas dificuldades em subir a uma M1.

No entanto, existe um problema maior! Bradl possui uma relação com a Honda e é o atual piloto de testes de Marc Márquez. Além disso, o piloto vai testar a RC213V dentro de uma semana e juntar-se a Hiroshi Aoyama e Takumi Takahashi nos testes privados de Sepang.

  • Francesco Bagnaia

Ao ganhar cada vez mais destaque, Bagnaia é um dos nomes a ser considerado para o lugar vazio de Folger. O piloto esteve aos comandos de uma Desmosedici nos testes oficiais de Valência (2016), após a última corrida da temporada, pelo que não parte do zero se ficar aos comandos de uma Yamaha M1.

Apesar de ter pouca experiência no MotoGP, Bagnaia fez um forte ano de Moto2. O pupilo de Rossi terminou em quinto na geral e foi o melhor rookie da temporada, terminando o ano com 174 pontos. Além disso, é ‘aluno’ da Academia de Valentino Rossi o que é um bom ponto a favor já que The Doctor tem força suficiente dentro da Yamaha. 

  • Michael van der Mark

O holandês e piloto de Superbike é outro dos nomes a ser referenciado para estar aos comandos de uma M1. Van der Mark quase que teve a sua hipótese em correr no Mundial de MotoGP, quando Valentino Rossi se lesionou. Na altura, o #60 foi o escolhido para competir em Aragão, mas Rossi trocou as voltas a toda a gente e acabou por marcar presença, terminando a corrida num respeitoso quinto lugar.

Mas ainda em 2017, o piloto participou nos últimos dois Grandes Prémios sob as cores da Tech3, pelo que Van der Mark já conhece a casa. Além disso, possui alguns quilómetros sobre a M1 de 2016, o que resultaria numa adaptação com alguma base ou conhecimento prévio.

Por fim, o piloto tem sido considerado como um profissional possuidor de um grande potencial e poderia crescer bastante na estrutura japonesa, mas mesmo assim permanece uma questão: estaria o holandês disposto a trocar a sua segura competitividade no Mundial de Superbike por, no mínimo, uma temporada de MotoGP?

  • Alex Lowes

O britânico e colega de equipa de Van der Mark, também, já teve uma experiência em 2015, quando Bradley Smith se lesionou. Nessa altura, Lowes foi o escolhido para substituir o seu compatriota e resultado foi positivo: terminou o GP de Inglaterra no 13.º posto. Por essa razão, e por estar a defender bem as cores da Yamaha no WSBK, Alex Lowes é um nome a ser colocado nesta lista.

A sua familiaridade com a equipa e com a fabricante é um ponto a seu favor, até porque Lowes foi um dos homens escolhidos para defender a Yamaha nas 8H de Suzuka. Isto prova que o piloto é um bom companheiro de equipa; companheiro esse que não cria atrito com o seu adversário e colega, sendo o melhor exemplo a relação que o #22 tem com Van der Mark. Do lado da Dorna, haver mais um piloto britânico na grelha significaria um impulso no negócio até porque a empresa que gere o Mundial está empenhada em fazer crescer pilotos proveniente das terras da Rainha Isabel II.

  • Eugene Laverty

O piloto irlandês defende as cores da Aprilia no Mundial de Superbike e os problemas começam logo aí. A fabricante italiana poderá não querer passar um dos seus pilotos mais experientes para uma equipa rival no MotoGP, até porque Laverty já mostrou rapidez suficiente no WSBK.

No entanto, um dos pontos fortes do piloto é mesmo a sua experiência, já que Laverty tem algum histórico no Mundial de MotoGP e por essa mesma razão a sua possível adaptação já teria uma boa base.

Apesar disso, são poucos os pilotos que querem ingressar no Mundial de MotoGP a partir de uma moto satélite. A verdade é que Laverty não tem 20 anos e não se pode dar ao luxo de pilotar uma moto que não é de fábrica e que não lhe garante uma luta consistente pelo campeonato. É verdade que a Aprilia também não se tem mostrado capaz de lutar pelo título de WSBK, mas com as novas regras e com a melhoria de desempenho que a fábrica de Noale apresentou na segunda metade do campeonato, Laverty poderá não querer pilotar uma M1 de 2017.

  • Sandro Cortese

O ex-piloto de Moto2 é aquele que pode ter menos protagonismo mas é quem poderá ter a atenção especial de Hervé Poncharal. Cortese ficou sem equipa na corrente pré-temporada depois da Kiefer Racing ter anunciado que podia ter apenas um piloto. Desde que o dono da equipa faleceu no GP da Malásia, a Kiefer passou por um borbulhão de emoções e apenas conseguiu garantir Aegerter para a temporada de 2018.

O desemprego foi a consequência de tudo e o piloto tem estado a negociar um lugar no Mundial de Supersport com a Kallio Racing. No entanto, a não presença de Folger pode ter mudado a carreira do #11. Isto porque Poncharal já afirmou que prefere ter um piloto vindo do Moto2 enquanto trabalha com ele para o tornar mais competitivo. Além disso, o patrão da equipa satélite mostrou a sua vontade em adquirir um piloto que não tenha qualquer ligação com alguma equipa e é nestes dois pontos que Cortese ficará a ganhar em relação à restante concorrência.

  • Miguel Oliveira

O português é um dos nomes que maior impacto criou ao longo do último ano. O piloto de Almada mostrou-se bastante competitivo nesta primeira temporada com a KTM, acabando por ser capaz de lutar por vitórias na segunda metade da mesma. Além disso, já demonstrou no passado que é capaz de fazer desenvolver uma moto e torná-la mais competitiva.

Assim como os pilotos anteriormente mencionados, Oliveira não é exceção e também possui pontos negativos e positivos que dificultam a sua escolha. O #44 é piloto da KTM e o primeiro problema é esse mesmo: tem contrato com uma equipa. Além disso, a fabricante austríaca quer criar uma equipa satélite de MotoGP. Nessa equipa satélite, a marca laranja quer colocar motos de fábrica completamente recentes e não do ano anterior, pelo que Oliveira pode ter uma oportunidade de ouro se for capaz de esperar mais um pouco.

Apesar de tudo, escolher um piloto para o lugar de Folger não é nada fácil e Poncharal tem um sério problema em mãos. É preciso agradar à Yamaha, aos patrocinadores da própria equipa, ao mesmo tempo que o piloto em questão tem que se mostrar bastante rápido, assim como Zarco e Folger se mostraram em 2017.

Fonte: Motorsport.com

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