All for Joomla All for Webmasters
MotoGP

Siméon e a entrada ‘paga’ no MotoGP: Entrevista ao Motorcycle Sports

Xavier Siméon será um dos novos recrutas do MotoGP em 2018. Esta temporada as coisas não lhe correram de feição e vários problemas estiveram na origem dos desempenhos pouco vistosos. Ainda assim a sua chegada ao topo do motociclismo mundial fez alguns ‘torcerem o nariz’…chegámos à conversa com o piloto e entre outros temas esse foi um dos abordados.

Siméon é o estandarte do motociclismo belga ao mais alto nível, ele que se tornou, em 2015, apenas o terceiro piloto belga a vencer um Grande Prémio de motociclismo, após Didier de Radiguès e Julien Vanzeebroeck. Este ano garantiu os apoios necessários para conseguir chegar à classe rainha, o que fez com que muitos o acusassem de subir ao topo não devido ao seu talento mas porque ‘comprou’ a entrada na classe. Chegámos à fala com o belga e falámos deste e de outros temas.

Motorcycle Sports: 2017 não foi um ano fácil para ti. Como avalias esta temporada?

Xavier Siméon: Foi uma temporada muito complicada para mim, infelizmente foi mesmo a pior da minha carreira. Não conseguimos efectuar quaisquer testes privados e mudaram-me o chefe de mecânica três vezes. E sabemos que a estabilidade numa boa equipa é importante para conseguir um bom resultado na Moto2.

MS: Depois de oito anos na Moto2, chegas ao MotoGP. Quais foram as tuas primeiras impressões na Desmosedici?

XS: Foram muito boas, completei os primeiros quatro dias de testes sem forçar muito, pois venho de várias lesões nos últimos três meses e queria apenas desfrutar da pilotagem na moto e não me focar nas afinações da moto, pois não tenho grande experiência nela.

MS: Trouxeste contigo alguém da tua antiga equipa para este novo desafio ou ficaste com alguma equipa que trabalhou este ano com o Loris Baz e com o Hector Barberá?

XS: Não tenho comigo ninguém dos meus antigos técnicos, pelo que vou ficar com a equipa que trabalhou recentemente com o Loris Baz.

MS: Sabes o que é vencer em Moto2 (2015, Sachsenring). Vais competir com a Desmosedici GP16, que no ano passado venceu dois Grandes Prémios. Vês-te a lutar porque posições?

XS: Para já o meu objectivo principal é ganhar experiência com a moto e perceber bem como funciona o MotoGP. Depois disso ficarei contente se puder lutar constantemente pelos pontos e quem sabe tentar alguns top dez.

MS: Há quem diga que ‘compraste’ a tua entrada na classe rainha. Tens alguma coisa a dizer sobre isso?

XS: Eu não comprei nada, não venho de uma família com muito dinheiro. Sempre demos o nosso melhor em termos de desempenho com aquilo que tínhamos à disposição, ao longo da minha carreira. Venci um título mundial e outro a nível europeu. Na Moto2 não tive a vida facilitada, não tive sempre o melhor pacote competitivo, mas quando tive, provei que posso lutar por pódios e vitórias. Hoje tenho a oportunidade de estar com uma empresa como a Zelos, que acredita em mim e tornou possível ter de novo um piloto belga no MotoGP.

MS: Sobre o Miguel Oliveira, estiveste com ele em pista nestes últimos dois anos. Como vês a evolução dele com a KTM?

XS: No primeiro ano [na Moto2] ele teve alguns problemas mas agora numa equipa que já foi campeã do mundo ele provou ser um grande talento. Acho que ele e o Brad Binder estão entre os favoritos [à conquista do título] para o próximo ano.

MS: Competiste três vezes em Portugal. Acho que o Autódromo do Estoril tem o que é preciso para regressar ao calendário do MotoGP?

XS: Seria bom, a pista é boa.

Siméon e a entrada ‘paga’ no MotoGP: Entrevista ao Motorcycle Sports
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top
Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com